Barata

Do ponto de vista evolucionário, as baratas podem ser consideradas os animais mais bem sucedidos na Terra e um dos seus mais antigos habitantes.

A maioria vive em regiões tropicais, ainda que sejam encontrados nos mais diversos climas e ambientes, devido a sua grande capacidade de adaptação. Fósseis de baratas datam sua existência a mais de 350 milhões de anos.

São citadas mais de 3500 espécies, mas alguns cientistas acreditam que há 5000 ainda não identificadas, e somente 1% do total são descritas como praga. A Blatella germânica e a Periplaneta americana são as principais espécies.


DESCRIÇÃO E BIOLOGIA

Seu tamanho varia de alguns milímetros a quase 100 mm. Em geral, apresentam coloração parda, marrom ou negra (existindo espécies coloridas). Sua cabeça é curta, subtriangular, com olhos compostos e grandes.

As antenas são longas, podendo atingir até o dobro do comprimento do corpo. Pernas alongadas com presença de espinhos e coxas grandes. Abdome alargado e deprimido. Apresentam dimorfismo sexual, machos e fêmeas diferem-se entre si, e, geralmente, os machos são menores, e, em algumas espécies, suas asas são maiores que as asas das fêmeas ou estas podem não possuir asas.

As ninfas diferem-se das adultas por serem menores, de coloração mais clara (esbranquiçada), não possuir asas e por sofrerem ecdises durante seu desenvolvimento. Apresentam cheiro característico (odor desagradável ao homem), produzido por glândulas situadas no abdome.

As baratas vivem em locais escuros como frestas e bueiros, nas cozinhas e onde há alimentos ou restos de comida.


CICLO DE VIDA

O desenvolvimento é hemimetabolia (fases de ovo, ninfa e adulto). A postura é feita dentro da cripta genital em uma cápsula (ooteca), onde cada ovo fica separado por uma membrana.

O formato da ooteca varia e o número de ovos fica entre 16 e 26. No caso da P. americana, são cerca de 50 ootecas durante a vida, que dura entre 13 e 25 meses, com uma média de 800 descendentes.

A ooteca fica presa durante curto tempo à fêmea e depois é fixada em um local apropriado. Em geral, as ninfas deixam a ooteca sem o auxílio da fêmea, mas as ninfas de P. americana e B. germanica são liberadas pelas mandíbulas das fêmeas.

O ciclo evolutivo pode variar de 53 dias até 2 anos, dependendo da espécie, condições ambientais e disponibilidade de alimento.


PRINCIPAIS ESPÉCIES E DANOS

Principais espécies encontradas no meio urbano são a Blatella germânica e a Periplaneta americana. Por habitarem locais sujos, como bueiros, contaminam alimentos consumidos pelo homem causando doenças como a diarréia.

Também podem causar danos consideráveis em roupas e livros, além de impregnar os locais com cheiro desagradável e característico.