Pragas Urbanas

As aranhas são artrópodes e dividem-se em 3 subordens: Mygalomorphae, Araneomorphae e Mesothelae. As espécies mais importantes no Brasil pertencem aos gêneros Lycosa, Latrodectus, Loxosceles e Phoneutria, representadas pelas tarântulas ou aranhas-de-jardim, viúvas-negras, aranhas-marrons e armadeiras, respectivamente.

Existem mais de 35 mil espécies de aranhas no mundo, dos mais variados tamanhos e grau de veneno, mas poucas causadoras de acidente.

DESCRIÇÃO E BIOLOGIA
As aranhas variam muito de tamanho, a caranguejeira é a maior espécie, pode chegar a até 30 cm de comprimento. Habitam ambientes diversos, exceto lugares frios, inclusive áreas urbanas, o que facilita a ocorrência de acidentes. Existe apenas uma espécie aquática, Todas as espécies produzem veneno, que é indispensável para caça e digestão do alimento, são carnívoras e alimentam-se de insetos e pequenos invertebrados; algumas espécies de caranguejeiras da Amazônia são capazes de predar roedores e pequenos pássaros.

CICLO DE VIDA

Seu corpo é dividido em cefalotórax (prossoma) e abdome (opistossoma). Na região frontal do cefalotórax existe um par de palpos (semelhante às pernas, porém menores), que possui função sensorial e de manipulação de alimento; um par de quelíceras que carrega os ferrões entre os palpos (utilizados para inoculação do veneno) e 4 pares de patas, não possui antenas. Podem possuir até 8 olhos simples, porém esse número pode variar (para menos) de acordo com a espécie. Também apresentam dimorfismo sexual, machos e fêmeas são diferentes, as fêmeas são sempre maiores.
PRINCIPAIS ESPÉCIES E DANOS

A reprodução das aranhas é sexuada. Apresentam dimorfismo sexual e presença de bulbo copulador nos machos (localizado nas extremidades dos pedipalpos). Os ovos são fertilizados no momento da postura e ficam armazenados numa espécie de bolsa elaborada com fios de seda, denominada ooteca. A fêmea permanece junto à ooteca até o momento da eclosão. Em muitas espécies, após a eclosão dos ovos, os filhotes permanecem no dorso da mãe até sofrerem a primeira ecdise. As aranhas sofrem ecdises durante seu desenvolvimento até chegarem à maturidade, e algumas fêmeas de caranguejeiras sofrem ecdise anualmente, mesmo depois de adultas. O tempo de vida varia para cada espécie, desde alguns meses até alguns anos.

 

 

Do ponto de vista evolucionário, as baratas podem ser consideradas os animais mais bem sucedidos na Terra e um dos seus mais antigos habitantes.

A maioria vive em regiões tropicais, ainda que sejam encontrados nos mais diversos climas e ambientes, devido a sua grande capacidade de adaptação. Fósseis de baratas datam sua existência a mais de 350 milhões de anos.

São citadas mais de 3500 espécies, mas alguns cientistas acreditam que há 5000 ainda não identificadas, e somente 1% do total são descritas como praga. A Blatella germânica e a Periplaneta americana são as principais espécies.

DESCRIÇÃO E BIOLOGIA
Seu tamanho varia de alguns milímetros a quase 100 mm. Em geral, apresentam coloração parda, marrom ou negra (existindo espécies coloridas). Sua cabeça é curta, subtriangular, com olhos compostos e grandes.
As antenas são longas, podendo atingir até o dobro do comprimento do corpo. Pernas alongadas com presença de espinhos e coxas grandes. Abdome alargado e deprimido. Apresentam dimorfismo sexual, machos e fêmeas diferem-se entre si, e, geralmente, os machos são menores, e, em algumas espécies, suas asas são maiores que as asas das fêmeas ou estas podem não possuir asas.
As ninfas diferem-se das adultas por serem menores, de coloração mais clara (esbranquiçada), não possuir asas e por sofrerem ecdises durante seu desenvolvimento. Apresentam cheiro característico (odor desagradável ao homem), produzido por glândulas situadas no abdome.
As baratas vivem em locais escuros como frestas e bueiros, nas cozinhas e onde há alimentos ou restos de comida.

CICLO DE VIDA
O desenvolvimento é hemimetabolia (fases de ovo, ninfa e adulto). A postura é feita dentro da cripta genital em uma cápsula (ooteca), onde cada ovo fica separado por uma membrana.
O formato da ooteca varia e o número de ovos fica entre 16 e 26. No caso da P. americana, são cerca de 50 ootecas durante a vida, que dura entre 13 e 25 meses, com uma média de 800 descendentes.
A ooteca fica presa durante curto tempo à fêmea e depois é fixada em um local apropriado. Em geral, as ninfas deixam a ooteca sem o auxílio da fêmea, mas as ninfas de P. americana e B. germanica são liberadas pelas mandíbulas das fêmeas.
O ciclo evolutivo pode variar de 53 dias até 2 anos, dependendo da espécie, condições ambientais e disponibilidade de alimento.

PRINCIPAIS ESPÉCIES E DANOS
Principais espécies encontradas no meio urbano são a Blatella germânica e a Periplaneta americana.
Por habitarem locais sujos, como bueiros, contaminam alimentos consumidos pelo homem causando doenças como a diarréia.
Também podem causar danos consideráveis em roupas e livros, além de impregnar os locais com cheiro desagradável e característico.

 

 

Conhecidas como brocas de madeiras, as espécies mais importantes que causam danos em móveis são as das famílias Anobiidae, Bostrichidae, Curculionidae e Lyctidae.

DESCRIÇÃO E BIOLOGIA
Cabeça normal, arredondada, também podendo ser alongada, formando um rostro. Antenas localizadas na fronte e variando conforme espécies. A principal característica é o primeiro par de asas modificado em élitros, de consistência coriácea ou córnea, protegendo o segundo par de asas membranosas, dobradas (quando em repouso). O abdome em geral é totalmente recoberto pelos élitros. O adulto vive fora da madeira, utilizando-a para deposição dos ovos, onde as larvas, posteriormente, irão se abrigar e ali se alimentar até atingirem o estágio de pupa. Atingem de 1 a 3 mm.

Apresentam desenvolvimento holometabólico e reprodução sexuada. O adulto deposita seus ovos em furos ou fendas existentes na madeira, após 1 ou até 4 semanas os ovos eclodem e surgem as larvas, que permanecem dentro da madeira (se alimentando) até empuparem, período que dura cerca de 1 a 4 semanas e, já mais próximo à superfície, a pupa transforma-se em adulto. Este ciclo pode durar de 1 a 3 anos.

CICLO DE VIDA
Apresentam desenvolvimento holometabólico e reprodução sexuada. O adulto deposita seus ovos em furos ou fendas existentes na madeira, após 1 ou até 4 semanas os ovos eclodem e surgem as larvas, que permanecem dentro da madeira (se alimentando) até empuparem, período que dura cerca de 1 a 4 semanas e, já mais próximo à superfície, a pupa transforma-se em adulto. Este ciclo pode durar de 1 a 3 anos.

PRINCIPAIS ESPECIES E DANOS
Os danos causados por coleópteros são em menor proporção que os causados pelas térmitas, porém, também requerem atenção. Apenas as larvas causam danos, pois é nesse período que o inseto se alimenta da madeira, formando verdadeiras galerias dentro dela. Uma característica que facilita a identificação de uma infestação por brocas é a presença de furos nas peças de madeira, mas, principalmente, a presença de um pó ou serragem bem fina, assemelhando-se a um talco, próximo à peça. É importante ressaltar que a textura desse pó é que diferencia uma infestação de brocas de uma de cupins de madeira seca. Existem várias espécies de brocas que infestam madeira.

 

 

 

Também chamado de caramujo-gigante, caramujo-africano, caracol-africano, caracol-gigante, rainha-da-África ou acatina, esse molusco é nativo do leste e nordeste da África e foi introduzido no Brasil por volta de 1988, no Paraná, por criadores de escargot (Helix aspersa), que pensavam ter encontrado uma alternativa viável para seus negócios.

As razões para esse investimento são simples: reprodução intensa, crescimento rápido e fornece mais carne que o escargot verdadeiro. Porém, os consumidores não apreciaram o sabor, a textura e o aspecto da carne. Os criadores, sem ter o que fazer, livraram-se dos caramujos despejando-os em rios, matas, terrenos baldios ou mesmo no lixo.

O descarte inadequado, somado a suas características reprodutivas e adaptativas, foi a causa da sua inclusão na lista de pragas urbanas e agrícolas do Brasil.

DESCRIÇÃO E BIOLOGIA
Apresentam concha cônica marrom ou mosqueada de tons mais claros. Podem atingir mais de 20 cm de comprimento de concha e mais de 200 gr de peso total. É parcialmente arborícola e herbívoro generalista, tendo preferência por culturas de frutas, verduras e legumes, e, competindo com outras espécies por comida ou espaço, pode exercer canibalismo. Em temperaturas iguais ou menores que 10º C, podem permanecer em estado de letargia por até 6 meses.

CICLO DE VIDA
São hermafroditas (possuem os 2 sexos), porém sua reprodução é cruzada, ou seja, precisa de outro caramujo para a reprodução. Atingem a maturidade sexual entre 4 e 5 meses, efetuando 4 posturas por ano, de 180 a 600 ovos cada uma.

DANOS

São considerados internacionalmente como uma das 100 espécies invasoras mais perigosas, e no Brasil, uma das 5 espécies que mais apresentam perigo ao meio ambiente. Atacam e podem destruir plantações de diversas espécies e atacam também diversas espécies de plantas ornamentais e nativas. Além disso, são hospedeiros de dois vermes:

  • Angiostrongylus costaricensis – causador da angiostrongilíase abdominal, que provoca fortes dores abdominais, febre, perda de apetite e vômitos, podendo culminar com a perfuração do intestino e provocando hemorragias;
  • A. cantonensis – causador da meningite meningoencefálica humana, doença que causa, entre outros sintomas, distúrbios do sistema nervoso central, fortes e constantes dores de cabeça.

Os dois vermes podem ocorrer tanto no interior dos caramujos quanto no muco (secreção viscosa) que eles secretam para se locomover. Isso amplia os riscos de infestação no homem, que pode se contaminar com os vermes ou suas larvas ao ingerir o caramujo (alimentação), manusear o caramujo e levar a mão à boca, ingerir alimentos sem a correta higienização (frutas e verduras por onde o caramujo-gigante-africano tenha se deslizado).

 

 

Esses artrópodes são extremamente numerosos e encontrados nos mais variados habitats. Possuem segmentos fundidos, sem asas e antenas, e números de patas que variam de 3 pares (larva) a 4 pares (adulto). No grupo dos acarinos, encontram-se os carrapatos e os ácaros.

DESCRIÇÃO E BIOLOGIA
Em geral têm uma forma oval, quando em jejum são planos no sentido dorso-ventral, e após se alimentarem ficam convexos e até esféricos. Estão por toda a parte, no campo e na cidade, vivem entre touceiras, capim, madeiras ou pelo chão, seja em clima úmido ou seco. Alimentam-se, em geral, de sangue de outros animais, provocando grandes prejuízos econômicos ao homem quando parasita em criações de gado, de suínos, etc.

Há dois tipos de parasitas:
• Parasitas permanentes, que ficam toda vida adulta em seus hospedeiros.
• Parasitas temporários ou ecto-parasitas.

CICLO DE VIDA
A fêmea após fecundada e ingurgitada desprende-se do hospedeiro, cai no solo para realizar a postura única, entre 5.000 e 8.000 ovos, antes de morrer. Após o período de incubação (30 dias à temperatura de 25º C) ocorre a eclosão dos ovos e o nascimento da larva hexápode. A ninfa escala gramas e arbustos à espera de hospedeiros. Após sugar sangue do hospedeiro por 3 a 6 dias, desprende-se deste e no solo ocorre a primeira ecdise (18 a 26 dias), transformando-se em ninfa octópode. Esta ninfa fixa-se em um novo hospedeiro e, em 6 dias, ingurgita-se de sangue, no solo sofre nova ecdise (23 a 25 dias) transformando-se no carrapato adulto.

DANOS
A espécie Ixodes ricinus, assim como outras do gênero Dermacentor, é o agente transmissor para várias espécies animais, sobretudo caprinos, e para o ser humano, especialmente crianças, da moléstia denominada Paralisia. A fêmea é quem transmite a doença, fixando-se na região occipital próximo à coluna vertebral e ao centro respiratório, que pode levar à falta de coordenação motora dos membros de locomoção e à incapacidade de permanecer em pé, acompanhada de vômitos e podendo causar até a morte.

 

 

Ocorre em áreas de climas tropical e temperado. Há cerca de 2 mil espécies descritas, 250 delas presentes no Brasil pertencem a 3 famílias: Kalotermitidae, Rhinotermitidae e Termitidae. São conhecidos mundialmente por termite, em latim, que significa “verme que rói a madeira”, no Brasil a palavra cupim é de origem Tupi.

DESCRIÇÃO E BIOLOGIA
São espécies sociais, organizam-se em castas de indivíduos ápteros ou alados. A cabeça é livre, com forma e tamanho variáveis, as formas aladas geralmente com olhos, que são atrofiados nas ápteras. O aparelho bucal é do tipo mastigador e bem desenvolvido, principalmente nos soldados. O tórax é achatado e com protórax destacado dos demais segmentos. Apenas os cupins reprodutores apresentam 2 pares de asas membranosas, que possuem uma sutura basal que se rompe e destaca-se do corpo após a revoada. Vegetarianos, a alimentação varia conforme a espécie: madeira viva ou morta (vários estágios de decomposição); derivados de celulose (protozoário no sistema digestivo auxilia na digestão da celulose); herbáceas e gramíneas vivas; detritos vegetais e partes vegetais vivas; fezes de herbívoros e húmus. Uma característica comum a todas as espécies de cupins é a sensibilidade à luz.

Os indivíduos são distribuídos em castas com diferentes morfologias, são adaptados ao trabalho que desempenham e vivem em ninhos, que podem ser construídos em diversos lugares. Existem, basicamente, 3 castas de indivíduos:

  • Alados – destinados à reprodução e responsáveis pela formação de novas colônias. Em cada colônia há o casal real (reprodutores), a fêmea é a rainha, que sofre fisogastria e é responsável pela ovoposição, e o rei, que permanece junto à rainha, tem função de fecundá-la periodicamente. Em caso de morte ou doença de um dos reprodutores, os mesmos são substituídos pelos reprodutores de substituição;
  • Soldados – responsáveis pela guarda do ninho e proteção dos demais indivíduos da colônia;
  • Operários – casta mais numerosa da colônia e composta por indivíduos ápteros e estéreis, são responsáveis por todas as funções rotineiras da colônia, como obtenção de alimento, construção, reparo, expansão, limpeza do ninho, etc.

Os operários são importantes para a regulagem social da comunidade, através da trofalaxe regurgitam alimento (alimento estomodeal) e secreção salivar ou fluído fecalóide. Essas substâncias, além de valor nutritivo, transportam feromônios reguladores do desenvolvimento social da colônia e também os protozoários necessários para a digestão de celulose. Outro papel importante dos operários é o saneamento da colônia, através da remoção de indivíduos doentes, mortos ou anômalos. Para isso, os operários podem devorar esses indivíduos ou sepultá-los nas paredes ou em outras câmaras da colônia.

CICLO DE VIDA
Apresentam desenvolvimento incompleto, compreendendo as fases de ovo, ninfa e adulto. As ninfas sofrem ecdises até chegarem à forma adulta. É durante essa fase de desenvolvimento que será definida a “finalidade” da ninfa, ou seja, se transformarão em operários, soldados, reprodutores alados ou de reposição, de acordo com a necessidade da colônia. No último estágio, as ninfas podem desempenhar as funções dos operários. Após a revoada, os alados perdem as asas e juntam-se aos pares, saindo à procura de local adequado para o estabelecimento da nova colônia. Decorridos alguns dias após a cópula, a rainha começa a postura. As primeiras posturas originam operários apenas, que darão início à construção da colônia. Depois de estabelecida a colônia, surgem os indivíduos das outras castas. Após atingir a maturidade da colônia (por volta de 5 anos), começam também a surgir os indivíduos alados que irão fazer novas revoadas para criar novas colônias.

 

 

Há registros científicos que comprovam a existência de escorpiões há 400 milhões de anos. Atualmente, já estão catalogadas cerca de 1600 espécies e subespécies, distribuídas em 116 gêneros diferentes em todo o mundo.

No Brasil, os escorpiões de importância médica e também para controle de pragas pertencem ao gênero Tityus, das espécies Tityus serrulatus (ESCORPIÃO-AMARELO) e Tityus bahiensis (ESCORPIÃO-PRETO OU MARROM), pois são as que mais atacam o homem.

O escorpião-amarelo é o mais venenoso, encontrado na região Sudeste, e de maior incidência no Paraná, Bahia e sul de Goiás.

Já o escorpião-preto, é encontrado da Bahia ao norte da Argentina, Mato Grosso do Sul e Paraguai.

DESCRIÇÃO E BIOLOGIA
Os escorpiões são animais invertebrados terrestres, carnívoros e de hábitos noturnos. Procuram locais quentes, úmidos e escuros para se abrigarem, por isso, em regiões urbanas, são encontrados facilmente atrás de vasos sanitários, junto a roupas, atrás de batentes de portas, tacos soltos, dentro de sapatos, sob pedras e entulhos. Sua alimentação é baseada em insetos invertebrados como cupins, grilos, baratas, moscas e aranhas. Seu tamanho pode variar de 12 mm a 21 cm de comprimento, de acordo com a espécie. Apresentam um cefalotórax relativamente curto e o abdome junta-se com o pós-abdome. Na extremidade do pós-abdome está o aguilhão venenoso. Seus pedipalpos são longos e modificados, apresentando uma pinça na extremidade, semelhante às pinças dos caranguejos. São estruturas de defesa e captura de alimento. O escorpião-amarelo possui uma serrilha no 4º segmento da “cauda”, e no último segmento anterior à glândula de veneno uma mancha castanho-escura. Já o escorpião-preto possui o corpo de cor castanho-escuro e apêndices mais claros com manchas na mesma cor do corpo.

CICLO DE VIDA
Os escorpiões chegam à maturidade entre 1 a 3 anos, com período de vida de 2 a 6 anos (sendo 8 anos o maior tempo já registrado). A reprodução dos escorpiões-amarelos é por partenogênese, basta que a fêmea encontre calor e alimento. Assim, só existem fêmeas dessa espécie e sua multiplicação ocorre muito mais facilmente. Já nos escorpiões-pretos, a fecundação é cruzada. O número de filhotes varia de 15 a 25, de acordo com a espécie e, após o parto, os filhotes alojam-se no dorso da mãe por cerca de 1 semana, até sofrerem a primeira ecdise e partirem para a vida independente.

DANOS
As picadas são responsáveis pelos acidentes mais graves, e a do escorpião-amarelo é a mais perigosa. São picadas muito doloridas e podem provocar diversos sintomas, até letais em alguns casos, principalmente em crianças menores de 7 anos.

 

 

As formigas pertencem à ordem Hymenoptera, que ocupa o 3º lugar em número de espécies e são considerados os insetos mais evoluídos, ocupam destaque nessa ordem como pragas de grande importância. No Brasil existem cerca de 2000 espécies de formiga, sendo que 20 a 30 dessas espécies dão pragas, o fóssil mais antigo data de 80 milhões de anos.

DESCRIÇÃO E BIOLOGIA

Apresentam cabeça bem desenvolvida e destacada do corpo, unida ao tórax por “pescoço” móvel e mais ou menos alongado. Os olhos são compostos e bem desenvolvidos, antenas bem desenvolvidas, com número variável de segmentos. O tórax é normal e o mesotórax mais desenvolvido. As asas, quando presentes, são geralmente transparentes ou coloridas, sendo as anteriores maiores que as posteriores. Apresentam, também, pedúnculo abdominal com nódulos ou espinhos e são providos de ferrão ligado à glândula de veneno. Esse ferrão é utilizado como meio de defesa ou ataque para paralisar a vítima.

As formigas ocorrem em praticamente todos os ambientes terrestres, com exceção dos pólos. São insetos eussociais (várias gerações convivendo no mesmo ninho), de cuidado cooperativo com a prole e a divisão do trabalho. São oníveras, alimentam-se do que encontram, seja doce, animal ou vegetal e algumas espécies, de fungos.

As colônias podem variar em tamanho e os ninhos podem ser construídos no chão (tanto superficial como subterrâneo), sobre plantas, cavidades em madeiras ou troncos, ou mesmo no interior de residências sob azulejos, batentes de portas, sob o piso, aparelhos domésticos e o mobiliário. Uma colônia é dividida em castas, cada uma com funções específicas:

    • Rainha: maiores indivíduos da colônia; possuem asas que caem após o vôo nupcial; responsáveis pela postura de ovos; numa colônia pode haver uma ou mais rainhas conforme a espécie;

 

    • Macho: alado e tem função unicamente reprodutiva;

 

  • Operárias: são fêmeas estéreis; não possuem asas; constituem a grande maioria dos indivíduos da colônia; desempenham as demais atividades da colônia.

São holometabólicas. A fase de ovo corresponde ao desenvolvimento embrionário. No estágio larval ocorre o crescimento do indivíduo por meio de acúmulo de reservas, ao atingir o crescimento máximo, sofre metamorfose entrando no estágio pré-pupa, onde adquiri a forma de adulto. As larvas não se locomovem, sua movimentação e alimentação dependem das operárias, são esbranquiçadas e alongadas, com a cabeça distinta do resto. Quando pupas, não se alimentam e nem se movem, tornando-se mais semelhantes aos adultos. A duração do ciclo desde ovo até adulto varia de 35 a 45 dias. O tempo de vida também varia conforme a casta a que o inseto pertence e também à sua espécie, sendo que as operárias vivem de 2 meses a 1 ano, as rainhas podem viver de 2 a 20 anos conforme a espécie, e os machos morrem logo após a cópula.

DANOS
As formigas domésticas causam bastante incômodo ao homem, por infectarem alimentos e, em caso de infestação em hospitais, infectar instrumentos médicos, UTI’s, centros cirúrgicos ou berçários, pois carregam bactérias junto ao corpo. Além disso, sua picada pode ser dolorida e provocar reações alérgicas.

 

 

DESCRIÇÃO E BIOLOGIA

Gafanhotos, gafanhotos peregrinos, grilos e afins fazem parte da ordem ortóptera. Esta ordem é restrita de herbívoros.

São insetos relativamente grandes, com o terceiro par de patas totalmente desenvolvidos e adaptados para o salto.

Por possuírem aparelho bucal mastigador, podem causar sérios danos à vegetação, incluindo jardins e plantações e daí prejuízos ao homem.

As espécies migratórias podem percorrer grandes distâncias em grupos de centenas de milhares de indivíduos.

O popular grilo doméstico é bem menor, se esconde em cozinhas e despensas das casas. Ali se alimentam de restos de comidas e até de outros insetos menores.

O grilo do campo fica em buracos no solo, saindo apenas para cantar e se alimentar.

 

 

A ordem Chiroptera é a segunda em número de espécies, cerca de mil identificadas e 138 delas estão presentes no Brasil. Uma característica marcante do morcego é ser o único mamífero com capacidade real de vôo. Geralmente, são considerados animais nocivos e cercados por lendas, associadas à sua aparência e hábito noturno. Estão distribuídos em 2 subordens: Megachiroptera e Microchiroptera. A primeira possui apenas 1 família e a segunda 16 famílias.

DESCRIÇÃO E BIOLOGIA

Característica comum aos quirópteros é que suas extremidades anteriores estão organizadas em braço, antebraço e mão, constituída por 1 polegar de tamanho pequeno e 4 dedos bem alongados. As extremidades posteriores também são adaptadas para o vôo. Esses membros anteriores estão interligados por uma membrana chamada patágio, com uma dupla camada de pele. O morcego Megachiroptera apresenta uma unha no segundo dedo, orelhas pequenas, simples e destituídas de trago, alguns indivíduos podem chegar a até 1,2 m de envergadura. A orientação é baseada na visão, memória e olfato. Já o Microchiroptera, não apresenta unha, as orelhas são complexas e com trago, sua capacidade de ecolocalização é bastante desenvolvida e o menor representante mede cerca de 29 cm de comprimento e o maior até 1 m de envergadura.

O morcego só não habita locais muito frios ou muito quentes, e algumas ilhas muito isoladas. Possuem hábitos crepusculares e noturnos, vivem em grupos e utilizam como abrigo cavernas, frestas em rochas, forros e sótãos, porões, edificações, folhagens e copa de árvores, construções abandonadas, vãos de dilatação de prédios, cisternas e poços. Seus hábitos alimentares variam conforme a espécie: onívoros, frugívoros, nectarívoros ou polinívoros, folívoros, ranívoros, insetívoros, carnívoros, piscívoros e, finalmente, os hematófagos.

CICLO DE VIDA
A média de vida fica entre 20 e 30 anos. Vive em grupos, onde há um macho dominante e o restante do grupo é composto por fêmeas. Atingem a maturidade sexual por volta de 1 ano de idade. A gestação dura de 2 a 7 meses, gerando em média 1 filhote, que nasce sem pêlos ou com pelagem bastante tênue e são amamentados por 2 a 4 meses.

DANOS
Ao contrário do que se pensa, a maioria dos morcegos são benéficos ao meio ambiente, ao se alimentarem podem disseminar sementes, polinizar flores e controlar populações de insetos. Os morcegos que causam algum dano ao homem são os hematófagos, pois ao sugarem o sangue da presa podem transmitir a raiva. Eles atacam os animais domésticos, e são raros os casos de ataque ao homem, quando ocorre é para defender-se. Vários estudos realizados detectaram que diversas espécies de morcegos, mesmo não sendo hematófagos, apresentam o vírus da raiva. Geralmente, os morcegos, em ambiente urbano, causam bastante medo e incômodo às pessoas, seja pelos mitos que envolvem os morcegos ou por sua aparência e hábitos.

 

 

Essa ordem reúne as moscas, mosquitos, pernilongos, borrachudos etc. Possui cerca de 120.000 espécies, agrupadas em mais de 100 famílias e distribuídas em 2 subordens: Nematocera e Brachycera. O registro fóssil mais antigo encontrado de um representante dessa ordem data de 225 milhões de anos.

DESCRIÇÃO E BIOLOGIA
Os insetos da subordem Nematocera apresentam antenas mais longas do que o tórax e com mais de 6 segmentos: mosquitos, pernilongos e borrachudos; os da Brachycera possuem antenas curtas com menos de 7 segmentos e com uma arista no último segmento: moscas. Em geral, a cabeça é móvel, olhos laterais compostos e grandes, que ocupam grande parte da cabeça. Mesotórax geralmente desenvolvido. Possui o 1º par de asas membranosas com nervuras mais ou menos ramificadas, o 2º par de asas é atrofiado (halteres ou balancins) e auxilia no equilíbrio durante o vôo. Abdome com o 1º segmento bastante reduzido, fundido ao 2º. Este é transformado em genitália, que nas fêmeas de certos grupos são em forma de tubo. Pode apresentar dimorfismo sexual. Larvas e adultos têm hábitos bastante variados, podendo desenvolver-se tanto em meio aquático como terrestre, as larvas que vivem em meio terrestre se alimentam de matéria orgânica em decomposição, carcaças de animais mortos e excrementos. Já os adultos são geralmente terrestres e polífagos (alimentam-se de inúmeras substâncias), algumas fêmeas hematófagas. A maioria dos dípteros é de vida livre, existindo espécies parasitas na forma adulta.

CICLO DE VIDA
São holometabólicos (desenvolvimento completo) e apresentam reprodução sexuada. Os ovos apresentam formatos variados e, quando em meio líquido, possuem estrutura especial para flutuação. As larvas geralmente são do tipo vermiforme e as pupas podem ser móveis ou imóveis.

DANOS
Existem dípteros de importância agrícola, médica e veterinária. Na médica, encontram-se mosquitos sugadores de sangue, vetores de doenças como a malária, febre amarela, dengue, encefalite, etc. Assim como a mosca doméstica, que pode transmitir tifo e disenteria, e a mosquinha-lambe-olhos, que transmite a conjuntivite. Outra mosca de grande importância, mas que não ocorre no Brasil, é a Tse-tsé, causadora da doença do sono. De importância veterinária, temos a mosca-varejeira, a mosca-do-berne e a mosca-do-chifre.

 

 

DESCRIÇÃO E BIOLOGIA

Percevejo é o nome dado à diversos insetos hemípteros, subordem heteropteros. Suas asas anteriores são parcialmente endurecidas, membranosas nas pontas posteriores. A maioria é fitófaga (alimenta-se de sucos vegetais), porém alguns são hematófagos (alimentam-se de sangue). As ninfas são muito parecidas com os adultos, porém sem asas. Os hemípteros hematófagos são transmissores de doenças ao homem, como por exemplo, o barbeiro.

Os percevejos-de-cama são pequenos insetos com formato oval que medem menos de 1 cm de comprimento. Possuem coloração castanho-avermelhada e o corpo achatado, mas não apresentam asas. Alimentam-se de sangue humano, e como normalmente ficam escondidos durante o dia, picam as pessoas durante a noite (hábito noturno), principalmente quando elas estão dormindo. Os percevejos adultos, contudo, conseguem viver até um ano sem se alimentar.

Os percevejos-de-cama praticamente desapareceram a partir da década de 50, quando a utilização de inseticidas de efeito residual, como o DDT, passou a ser uma prática comum e bastante eficaz para o seu controle. Entretanto, nos últimos anos a ocorrência de infestações começou a aumentar após vários anos sem muita alteração. A proibição da utilização do DDT associado ao crescimento das viagens internacionais e ao aumento da densidade populacional com baixas condições sociais na periferia das grandes cidades são as causas mais prováveis para o seu retorno
As camas são os locais mais comuns para esses insetos se alimentarem, se esconderem ou depositarem seus ovos. Além delas eles podem se abrigar em poltronas, cadeiras estofadas, fendas nas paredes e molduras, sob papel de parede, guarnições de portas, tomadas elétricas e pilhas de roupa. Isto significa que praticamente qualquer local escuro e protegido pode se tornar ótima moradia para os percevejos. Põem de 100 a 250 ovos por fêmea. O desenvolvimento, até o estágio adulto realiza-se em aproximadamente 2 meses.

Apesar de não transmitirem doenças para o homem, os percevejos causam grande desconforto. As picadas podem causar prurido, inchaço e inflamação, levando à irritação da pele e até a uma infecção. Com o passar do tempo, a exposição constante à saliva injetada durante a sua alimentação pode resultar em uma reação alérgica a picadas em pessoas mais sensíveis.

Os percevejos podem invadir uma residência das formas mais diversas, seja carregando-os para casa em uma mala ou muda de roupa após uma viajem ou comprando móveis usados que contenham uma infestação.

Alguns sinais que indicam sua presença são fezes com cor de ferrugem e restos de suas mudas de “pele”, chamadas exúvias, encontradas nos lençóis, no colchão ou em outros locais que apresentem uma colônia. Em casos de infestações sérias, um cheiro doce característico pode ser percebido no ambiente.

Quando houver suspeita de infestação, deve-se notificar o caso a autoridades competentes e contatar uma empresa de controle de pragas para que essa realize o controle de forma eficiente.

 

 

As pulgas são ectoparasitos de aves e, principalmente, mamíferos, causam grande incômodo ao homem quando infestam o ambiente. Há cerca de 2.500 espécies de pulgas em todo o mundo, distribuídas em 16 famílias, sendo as famílias Pulicidae e Tungidae as mais importantes na área de controle de pragas.

DESCRIÇÃO E BIOLOGIA
Os sifonápteros medem de 1 a 3 mm de comprimento, corpo comprimido (achatado lateralmente) facilitando sua locomoção entre os pêlos do hospedeiro, e apresentam coloração marrom-avermelhada. A cabeça é curta e não destacada do corpo, as antenas curtas e os olhos são reduzidos ou ausentes. Asas ausentes e pernas saltatórias, as posteriores são maiores, adaptadas para movimentos rápidos e pulos há longas distâncias. Apresentam na cabeça e tórax fileiras de cerdas chamadas pecten, importantes para a separação das espécies. Preferem ambientes úmidos e não muito quente. Alimentam-se do sangue do hospedeiro, mas somente os adultos sugam o sangue. As larvas alimentam-se de sangue seco eliminado pelas pulgas adultas no ambiente. Uma pulga alimentada vive até 500 dias, não alimentada até 125 dias.

CICLO DE VIDA
A reprodução das pulgas é sexuada. São holometabólicos, ou seja, seu ciclo de vida compreende as fases de ovo, larva (3 ínstares), pupa e adulto. As fêmeas colocam de 300 a 400 ovos e somente após a sucção de sangue. Esses ovos podem ser depositados no hospedeiro, ninho ou chão, e eclodem após 2 a 16 dias. O período larval dura de 12 a 30 dias; formam um casulo pegajoso, onde se transformam em pupa do tipo livre (ficam aderidas ao ambiente). Após 7 a 10 dias, emerge o adulto.

DANOS
Além do desconforto ao homem e aos seus animais domésticos, as pulgas também transmitem viroses, vermes e doenças causadas por bactérias (peste bubônica, tularemia e salmonelose), pois podem variar de hospedeiro. Podem ocorrer grandes infestações, já que as larvas escondem-se em locais protegidos da luz, como frestas de assoalhos; sob almofadas de poltronas e sofás; bordas de colchões; base de tapetes e carpetes, etc.

 

 

A família Muridae é a maior dos mamíferos, com cerca de 600 espécies. Entre as espécies que causam prejuízos ao homem (domiciliares), podemos destacar as ratazanas, o rato-preto e os camundongos.

DESCRIÇÃO E BIOLOGIA
Os ratos têm hábitos noturnos, expondo-se à luz do dia somente quando sua população aumenta muito e há insuficiência de alimento. Na falta de alimento, possui mecanismos que limitam a população: baixa da fertilidade e fecundidade das fêmeas, supressão de cios, canibalismo, dentre outros. O canibalismo é prática comum numa colônia de ratos, ocorrendo com o intuito de eliminar ratos doentes ou machucados ou mesmo filhotes de outras colônias. Assim, os ratos não admitem que outro penetre seu território, combatendo-o de forma feroz. Seus órgãos sensoriais são bastante desenvolvidos, porém, enxergam mal, não percebem cores, apenas variações entre claro e escuro. São onívoros com preferência por alimentos gordurosos, consumindo por volta de 20 a 30 g/dia e bebem de 15 a 30 ml de água por dia. Além de ágeis, são ótimos nadadores, permanecendo bom tempo submerso. Geralmente, habita terrenos sujos e abandonados, redes de esgoto, margens de córregos, depósitos de lixo e afins, ou ainda tocas e buracos no solo.

CICLO DE VIDA
Pode variar conforme espécie. Atingem a maturidade sexual aos 3 meses e, geralmente, logo após o desmame, que ocorre aos 21 dias, já nasce outra ninhada.

DANOS
Atacam alimentos armazenados em residências ou comércio. Danificam fios e cabos elétricos e de telefone, podendo provocar incêndios, estragam sacarias, roupas, livros, objetos de madeira, etc. Também contaminam a água e suas pulgas podem atacar o homem, na condição de vetores de doenças como peste bubônica, tifo, toxoplasmose, hantavirose, dentre outras.

 

 

As traças podem ser consideradas importantes pragas em áreas urbanas, pois infestam roupas, papéis, tapeçarias, estofados, livros, frutas secas, grãos ou outros alimentos armazenados, e muitos outros produtos manufaturados ou não. Na área urbana identificam-se três grupos distintos, reunidos em duas ordens: o grupo formado pelas traças-dos-livros ou traças-prateadas, pertencentes à ordem Thysanura; e o grupo formado pelas traças-das-roupas e as traças de produtos armazenados, pertencentes à ordem Lepidoptera.

DESCRIÇÃO E BIOLOGIA
Medem no máximo 50 mm de comprimento, são ápteros, possuem corpo deprimido e alongado, com 3 filamentos caudais, olhos compostos reduzidos ou ausentes e antenas filiformes (alongadas). São insetos que se alimentam de matéria orgânica vegetal, e substâncias ricas em proteínas, açúcar ou amido, assim, em residências, atacam cereais, farinhas de trigo (úmidas), papéis que contenham cola (papel de parede, livros encadernados em brochura, etc), e alguns tecidos, raramente atacam roupas de lã e outros produtos de origem animal. Possuem hábitos principalmente noturnos, vivendo em ambientes úmidos e escuros. Escondem-se em frestas de móveis, armários, rodapés e caixas.

CICLO DE VIDA
Apresentam reprodução sexuada e desenvolvimento ametabólico, a fase jovem diferencia-se da adulta apenas pelo tamanho e maturidade sexual. Dependendo da espécie e clima, os ovos eclodem entre 10 e 60 dias, a fase jovem para a adulta dura entre 2 e 3 meses, sendo o ciclo de vida completo de 1 ano.

DANOS
lgumas traças adaptaram-se muito bem ao ambiente urbano, consideradas importantes pragas domiciliares, como aLepisma saccharina. Em museus, bibliotecas, tecelagens, supermercados, hotéis e em muitos outros estabelecimentos comerciais, as traças devem ser monitoradas com rigor, evitando-se infestações severas e danos significativos. Outras espécies também encontradas no Brasil são a Acrotelsa collaris e a Ctenolepisma ciliata.

 

 

DESCRIÇÃO E BIOLOGIA
São várias as espécies, porém a mais conhecida é o marimbondo-caçador, também conhecido como vespão.

Os adultos alimentam-se de néctar das plantas e picam dolorosamente.

Há marimbondos (vespas) solitários, facilmente reconhecidos pela coloração preta com manchas amarelas.

Há espécies sociais que fazem ninhos em locais abertos, presos a galhos, sob telhados ou qualquer outro local protegido.

Algumas espécies constroem seus ninhos no chão.

As operárias alimentam as larvas com proteína animal (geralmente insetos).

Os adultos alimentam-se de néctar obtido das flores. Fabricam seus ninhos de papelão cinza, fabricado com fibras obtidas de madeira decomposta.